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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

RESUMO COMPLETO EM PDF PARA A PROVA DO WSET 3

Queridos confrades!
Esse post faz vem com o resumo completo para a prova de certificação da WSET 3. Espero que você possa ler e relembrar os conceitos. Qualquer dúvida, me coloco à disposição. Grande agraço e bons estudos!

Dúvidas pelo Whatsapp: 61 99902-8680 Ayrton Gissoni

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RESUMO COMPLETO EM PDF PARA A PROVA DO WSET 3
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CAPÍTULO 45 – MOSCATÉIS FORTIFICADOS


MOSCATÉIS JOVENS E SEM ENVELHECIMENTO: Cor dourada de intensidade média e são florais e aromáticos (garantir o carácter varietal). São doces e raramente muito doces. Exemplo: Muscat de Beaumes-de-Venise (Sul do Rhône). A fermentação é parada adicionando aguardente vínica e os vinhos são armazenados em recipientes inertes sendo protegidos do contato com o oxigênio.


MOSCATÉIS EVOLUÍDOS E ENVELHECIDOS: Cor de âmbar a castanho, doces ou muito doces. Exemplo: Ruthergle na Austrália. A fermentação é parada adicionando aguardente. Longo período de envelhecimento que pode durar décadas. Grandes recipientes de carvalho (madeira velha) e envelhecidos em condições moderadamente quentes. É comum adicionar uma pequena quantidade de um vinho mais jovem antes de engarrafar.
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CAPÍTULO 44 – VINHO DO PORTO



LOCAIS: Porto e Vila Nova de Gaia (foz do Douro). As vinhas ficam a 70km de distância no Douro.


NA VINHA: Douro é dividido em Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.

CLIMA: Clima continental moderadamente quente. O Baixo Corgo é mais fresco e úmido. Solos de xisto.

TOPOGRAFIA: Baixo e Cima Corgo as vinhas tem altitude. Preferível exposição para o norte, por causa da proteção do sol. Socalcos – encostas íngremes, suporte de muro e difícil acesso. Patamares – encostas íngremes, mas é possível implantar mecanização. Vinhas alto – videiras plantadas verticalmente em encostas não íngremes.

VARIEDADE DE UVA: Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Nacional e Tinto Cão.


NA ADEGA: 
FERMENTAÇÃO: A fermentação é curta e dura entre 24 a 36horas e produz um vinho de 5 a 9% de teor alcoólico.

PISA A PÉ: Pisa durante 4 horas em lagares (atualmente é pouco utilizado).

AUTOVINIFICADORES: Usado para automatizar a extração. Semelhante a remontagem do chapéu e dura de 15 a 20 minutos.

PISTÕES MECÂNICOS E LAGARES ROBÓTICOS: Imita a pisa a pé.

FORTIFICAÇÃO: Mata as leveduras e permite criar um vinho doce com teor alcoólico de 19% a 22%.

ENVELHECIMENTO: Envelhecidos em madeira usada.Somente o Porto Vintage e o LBV (não filtrados, devem ser decantados antes do serviço) podem se beneficiarem com o envelhecimento em garrafa. 


TIPOS DE VINHO DO PORTO:
RUBY: Cortes de vinhos de 1 a 3 anos. Não tem a concentração, complexidade e taninos de um ruby de qualidade superior.

TAWNY: Tom acastanhado. Não são mais velhos que o ruby.
RESERVA /RESERVE: Termo usado para Ruby e Tawny de melhor qualidade. Para Tawny reserva é necessário pelo menos 6 anos e envelhecimento.

LATE BOTTLED VINTAGE (LBV): Vinhos de uma safra só e que foram envelhecidos entre 4 a 6 anos. 

TAWNY CO INDICAÇÃO DE IDADE: Longo período de envelhecimento em pipas. Podem ser rotulados como 10, 20, 30 e 40 anos. A idade indicada no rótulo é uma média e simboliza o estilo do vinho.

VINTAGE: Envelhecimento em grandes recipientes de madeira ou aço inox. Não são estabilizados e nem filtrados. Podem envelhecer décadas. A decisão de declarar ou não um vintage recai sobre o produtor. Semelhante, o vinho Porto Vintage Single Quinta que são os melhores vinhos de um produtor (em anos que não se faz o Vintage), mas esses já são lançados prontos para beber.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

RESUMO PARA A PROVA WSET 3 - CAPÍTULO 43 – XEREZ

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CAPÍTULO 43 – XEREZ



O XEREZ: É um tipo de vinho que é definido pelos processos utilizados durante o seu envelhecimento. Nenhuma das técnicas essenciais, seja o sistema de solera, seja o envelhecimento biológico, seja o envelhecimento oxidativo, é exclusiva da região Jerez (centro da indústria do Xerez), mas é em Jerez que estas técnicas são exploradas ao máximo.


NA VINHA:
CLIMA E SOLOS: Clima mediterrâneo quente e ensolarado (vinhas próximas a costa se beneficiam com o vento fresco e úmido chamado poniente). O vento que sobra do leste é quente e causa calor extra (perigo para as videiras). Solo albariza tem um conteúdo de giz alto e é capaz de armazenar água para sustentar as videiras durante o verão quente e seco. 

VARIEDADE DE UVA: Palomino (Acidez naturalmente baixa e carece de aromas varietais, o estilo dos vinhos são determinados pelo envelhecimento biológico e oxidativo), Pedro Ximénez (PX – pele fina faz com que suas uvas sejam ideais para serem secadas ao sol – produção de Xerez doces) e Moscatel de Alexandria (faz Xerez doces).


NA ADEGA (ESTILOS SECOS):
MANIPULAÇÃO DAS UVAS E FERMENTAÇÃO: A Palomino deve ser fermentada o mais rápido possível. Produz um vinho seco, neutro e com teor alcoólico de 11-12%.

PRIMEIRA CLASSIFICAÇÃO: Vinhos que serão enviados para: Biológico (mais ligeiros e com mais refinamento) e Oxidativo (mais escuros, mais ricos e mais pesados). A camada flor estará começando a se formar na superfície de todos os vinhos. Em geral, uvas de vinhas perto da costa são mais frescos e utilizados para envelhecimento biológico e uvas de vinhas do interior são mais quentes e usadas para envelhecimento oxidativo.

FORTIFICAÇÃO E SOBRETABLA: Os vinhos são fortificados utilizando um espirituoso neutro com um teor alcoólico de 96%. Depois são deixados para descansar meses antes de serem incorporados num sistema de solera.

VINHOS PARA ENVELHECIMENTO BIOLÓGICO: Fortificados a 15-15,5% para encorajar o desenvolvimento da flor. Caso a flor não apareça são fortificados novamente e enviados para o envelhecimento oxidativo.

VINHOS PARA ENVELHECIMENTO OXIDATIVO: Fortificados 17%, a flor morre.


NA ADEGA (ESTILOS NATURALMENTE DOCES):
MANIPULAÇÃO DAS UVAS: Uvas postas para secar para concentrar seus níveis da açúcar (também desenvolvem sabores de uvas passas).

FERMENTAÇÃO E FORTIFICAÇÃO: Uvas prensadas. Teor alcoólico de 17%.


ENVELHECIMENTO NO SISTEMA DE SOLERA: Envelhecido em barris de madeira de carvalho (não nova) de 600litros chamados botas. Essas são enchidas até cinco sextas partes de sua capacidade total para permitir que o oxigênio chegue ao vinho.

O SISTEMA DE SOLERA: Permite o envelhecimento biológico e o oxidativo. Criaderas são os níveis e solera é o nível com maior idade média (é o que vai ser engarrafado, não sendo esvaziada completamente). Esse sistema mistura níveis de idade diferentes. A criadera mais joven é abastecida com o vinho da sobretabla.

FLOR E ENVELHECIMENTO BIOLÓGICO: Requer a presença da flor que é constituída por várias estirpes de leveduras (se alimentam do álcool e outros nutrientes). A flor não pode se desenvolver num vinho que tenha um teor alcoólico superior a 15,5%.

ENVELHECIMENTO OXIDATIVO: O Oloroso, PX, Xerez Moscatel são submetidos a um envelhecimento oxidativo, sem a presença da flor.


CORTE E ACABAMENTO: Os produtores possuem muitos sistemas de soleras diferentes. Estes sistemas proporcionam vinhos de diferentes idades e estilos, que podem ser utilizados pelos produtores para elaborar os seus vários cortes.


ESTILOS DE XEREZ:
ESTILOS SECOS:
FINO E MANZANILLA: Só passam por envelhecimento biológico. Estilo: cor amarela limão pálida, aromas de fruta cítrica, amêndoas e ervas, notas de panificação (derivadas da ação da flor), sabores penetrantes ou salgados. Devem ser consumidos o mais cedo possível, pois não melhoram com a guarda em garrafa.

OLOROSO: Só passam por envelhecimento oxidativo. Estilo: cor castanha, muito corpo, aromas oxidativos como toffee, couro, especiarias e nozes. Um oloroso muito velho pode ser cortado com um vinho mais jovem.

AMONTILLADO: Envelhecimento biológico seguido (fortificados para 17% para matar a flor) pelo envelhecimento oxidativo. Estilo: cor âmbar ou castanha, têm menos corpo que os olorosos, aromas derivados da levedura com aromas oxidativos.

PALO CORTADO: Estilo raro. Características do aroma de um Amontillado, mas corpo de um Oloroso. 


ESTILOS NATURALMENTE DOCES: Passam por envelhecimento oxidativo.
PEDRO XIMÉNEZ (PX): Cor castanha profunda e são muito doces (500g/L de açúcar residual). Aromas de fruta seca, café e alcaçuz.

MOSCATEL: Características similares ao PX, mas carácter varietal do tipo casca de fruta cítrica seca.


ESTILOS ADOCICADOS:
PALE CREAM: Curto período de envelhecimento biológico, sendo adocicados normalmente com MCR. Aspecto similar ao fino, mas raramente têm um carácter pronunciado próprio da flor.

MEDIUM E CREAM: Vinhos de qualidade X Vinhos econômicos. O Xerez Medium deve mostrar tando características do envelhecimento biológico quanto oxidativo. Xerez Cream só características oxidativas. O de qualidade superior são adoçados com o PX. 



XEREZ COM INDICAÇÃO DE IDADE: VORS (Vinum Optimum Rare Signatum / Very Old Rare Sherry) e VOS (Vinum Optimum signatum / Very Old Sherry). Média de corte de 30 e 20 anos respectivamente. A indicação de idade só pode ser associada aos vinhos Amontillado, Palo Cortado, Oloroso e PX.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

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CAPÍTULO 42 – VINHOS ESPUMANTES DO MUNDO



CHAMPAGNE: 17 Grand Cru e 44 Premier Cru. Sub-regiões: Montagne de Reims, Vallée de la Marne, Côte des Blancs, Côte de Sézanne, Côte des Bar. Clima fresco e continental. Perigo de geadas de primavera e tempo chuvoso e nublado. Solos de giz. Uvas: Chardonnay (acidez, floral e fruta cítrica), Pinot Noir (corpo, frutas vermelhas) e Pinot Meunier (sabores frutados). Os vinhos non-vintage devem ser envelhecidos por no mínimo 15meses, sendo 12 em contato com as borras. Os Vintages, devem ser envelhecidos por no mínimo 36meses.

CRÉMANT: Os mais importantes são: Crémant d´Alsace, Crémant de Bourgogne e Crémant de Loire. Método tradicional com no mínimo 9 meses em contato com as borras. Castas regionais. OBS: na Alsácia a Castas aromáticas como Muscat e Gewurztraminer não são permitidas para os Crémants, mas a Chardonnay sim.

SAUMUR E VOUVRAY: Método tradicional e no mínimo 9 meses em contato com as borras. Em Samur, os espumantes podem ser elaborados a partir de uma diversidade de castas locais, assim como a Chardonnay, a qual, junto com a Chenin Blanc e a Cabernet Franc, é um ingrediente importante nos melhores vinhos. Em Vouvray, a grande maioria é elaborada exclusivamente de Chenin Blanc.

CAVA: DO invulgar, pois abrange áreas geográficas da Espanha que não são contíguas. Existem vinhas autorizadas em: Navarra, Rioja e Valencia. Método tradicional e no mínimo 9 meses em contato com as borras. Castas: Macabeo (Viura), Xarel-lo e Parellada (brancos) e Garnacha e Monastrell para rosés. Podem usar também a Pinot Noir e Chardonnay.

ASTI: Feito em Asti, pelo método asti. Castas: Muscat Blanc à Petits Grains. Baixo teor alcoólico. Devem ser consumidos jovens.

PROSECCO: Área ampla do Vêneto e Friuli. Conegliano-Valdobbiadene DOCG. Casta Glera. Método tanque. Devem ser consumidos jovens.

SEKT: A maioria é feita pelo método tanque. Vinho base provêm da França ou Itália e são transformados em espumantes na Alemanha. Rotulados como Deutscher Sekt devem ser de uvas da Alemanha. Os melhores são da Riesling. Vinhedos de qualidade – Deutscher Sekt bA. Alguns são feitos pelo método tradicional.

AUSTRÁLIA: Vem de regiões frescas como Yarra Valley, Adelaide Hills e Tasmânia. Geralmente método tradicional. Uvas: Pinot Noir e Chardonnay. Vinhos econômicos feitos de diversas castas e método tanque em Riverina. Espumantes tintos feitos de Shiraz, Cabernet Sauvignon e / ou Merlot, os de melhor qualidade são feitos pelo método tradicional ou transferência. Os tintos econômicos são feitos pelo método tanque ou carbonatação.

NOVA ZELÂNDIA: Método tradicional para as castas Pinot Noir e Chardonnay. Método Tanque ou Carbonatação para a Sauvignon Blanc.

ÁFRICA DO SUL: Método tradicional leva o nome Méthode Cap Classique. Principais castas: Pinot Noir e Chardonnay. Cap Classique Producers Association (membros devem envelhecer pelo menos 12 meses em contato com as borras X não membros que utilizem o termo Cap Classique somente 9 meses). Possui também um mercado interno de espumantes carbonatados.

EUA: Principal região é a Califórnia, nos lugares mais frescos como Los Carneros AVA e Anderson Valley Ava. Método tradicional de Pinot Noir e Chardonnay. Podem passar longos períodos de envelhecimento com as borras (5 anos não é incomum). Vinhos econômicos são feitos pelo método tanque ou carbonatação (regiões mais quentes como Central Valley).
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CAPÍTULO 41 – PRODUÇÃO DE VINHO ESPUMANTE



A VINHA: As uvas devem ter um teor mais baixo de açúcar que nos vinhos tranquilos (primeira fermentação de 10-11% de álcool; segunda fermentação + 1,2-1,3%). Níveis altos de acidez. Regiões mais frescas tem um equilíbrio e crescimento lento de nível de açúcar x acidez.


MANIPULAÇÃO DAS UVAS E DO SUCO
VINDIMA: As uvas dos melhores espumantes são vindimadas à mão. Espumantes econômicos ou para evitar acumular demasiado açúcar, se utiliza colheitadeira mecânica.

PRENSAGEM: As uvas devem ser prensadas o mais rápido possível (geralmente cachos inteiros). Prensagem suave para minimizar a extração de taninos e cor.


MÉTODOS DE ELABORAÇÃO DE VINHO ESPUMANTE:

MÉTODO TRADICIONAL: Segunda fermentação na própria garrafa de comercialização.
1 – Elaboração do vinho base;
2 – Elaboração do corte;
3 – Segunda fermentação alcoólica (licor de tiragem);
4 – Autólise das leveduras;
5 – Remuage;
6 – Dégorgement e arrolhamento (licor de expedição);
7 – Envelhecimento em garrafa.

MÉTODO DE TRANSFERÊNCIA: Parecido com o método tradicional, a não ser pela remuage e finalização em tanque. Alguns usam o termo “fermentado em garrafa”.

MÉTODO TANQUE: Vinhos espumantes com sabores do vinho base (fruta primária). É mais barato e mais rápido. Segunda fermentação ocorre em tanque. 

MÉTODO ASTI: Espumantes doces e frutados (Asti, Piemonte). Apenas uma fermentação alcoólica (tanque é selado na metade da fermentação). Aproximadamente 7% de teor alcoólico. 

CARBONATAÇÃO: É mais barato. Injeta gá carbônico em um vinho tranquilo. Objetivo é preservar sabores varietais forte, por exemplo, Sauvignon Blanc.


ESTILOS DE VINHO ESPUMANTE:
NON-VINTAGE: Sem indicação de safra ou ano da colheita. Pode ser feito a partir de cortes.

VINTAGE: Em Champagne, o vinho provêm de um ano só. Demais regiões podem permitir uma pequena percentagem de vinhos de outras safras.

ROSÉ: Blend de tintos e brancos ou maceração curta.

BLANC DE BLANCS: Castas brancas.

BLANC DE NOIR: Vinho branco de castas tintas.

PRESTIGE CUVÉE: Melhor vinho da gama de um produtor.


TERMOS DE ROTULAGEM PARA INDICAR O NÍVEL DE DOÇURA NOS VINHOS ESPUMANTES

terça-feira, 3 de setembro de 2019

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CAPÍTULO 40 – NOVA ZELÂNDIA




CLIMA E VITICULTURA: Clima marítimo. A ilha sul tem um clima fresco e a ilha norte é um pouco mais quente. Abundante precipitação. Solos com ótima drenagem. Iniciativa para reduzir o impacto ambiental: Sustainable Winegrowing New Zealand.


CASTAS E VINIFICAÇÃO:
SAUVIGNON BLANC: Representa a maior parte da produção do país. Aromas penetrantes e intensos sabores de groselha verde e maracujá, possui alta acidez. Ilha Norte é mais quente e o estilo é mais tropical. Ilha Sul mais fresca e o estilo é acidez mais alta, pimentão verde e groselha verde. Alguns produtores envelhecem em carvalho, mas o estilo predominante é sem madeira.

CHARDONNAY: O estilo mais geral é fruta cítrica e fruta tropical concentrada. Notas de torrada e especiarias doces provenientes de madeira de carvalho francês nova.

VARIEDADES AROMÁTICAS: Riesling, Gewurztraminer, Pinot Gris.

PINOT NOIR: Segunda casta mais plantada. Amplamente cultivada na ilha sul. Estilo caracterizado por fruta vibrande, taninos finos e maduros, textura suave, frequentemente níveis bastante altos de álcool.

MERLOT: Casta tinta com segundo maior volume de produção.

CABERNET SAUVIGNON: Combinada com a Merlot.

SYRAH: Melhor desempenho em lugares mais quentes. 


REGIÕES E VINHOS:
ILHA NORTE:
AUCKLAND: Moderadamente quente e é a parte mais úmida da Nova Zelândia (problemas com doenças fúngicas). Castas: Chardonnay, Merlot e Syrah. Ilha Waiheke (a leste), reputação de excelente qualidade pelos tintos.

GISBORNE: Precipitação alta. Castas: Chardonnay, Gewurztraminer, Pinot Gris.

HAWKE´S BAY: É a mais quente de todas as áreas. A parcela Gimblett Gravels possui solos de cascalho que drenam bem a água e absorvem calor. Aqui se tem alta reputação de tintos. Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah.

WAIRARAPA: Pinot Noir em eum estilo maduro, corpo médio a muito corpo, notas de ameixa preta e especiarias.

ILHA SUL:
MARLBOROUGH: Principal centro vitícola. Grande reputação de Sauvignon Blanc. Possui dois vales adjacentes: Wairau (fruta mais tropical) e Awatere (mais seco, mais fresco e mais ventoso – seus vinhos são com acidez mais alta e mais herbáceo). Outras castas: Pinot Noir, Chardonnay, Riesling e Pinot Gris.

NELSON: É mais fresco e úmido que Marlborough. Castas: Sauvignon Blanc, Pinot Noir e Pinot Gris.

CANTERBURY: O Waipara é marcado por ventos que provocam um ligeiro efeito. Castas: Sauvignon Blanc, Pinot Noir e Riesling.

CENTRAL OTAGO: Clima continental. Perigo de geadas na primavera e outono. A intensidade de luz solar é muito alta (níveis altos de álcool). A maioria das plantações é de Pinot Noir. Outras castas: Pinot Gris, Riesling e Chardonnay.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

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CAPÍTULO 39 – AUSTRÁLIA



CLIMA E VITICULTURA: Clima moderadamente quente ou quente. Moderada pela proximidade com o Antártico, Índico, ou rio Murray, ou altitudes. Baixa precipitação, a seca pode ser um problema. 


LEGISLAÇÃO DO VINHO NA AUSTRÁLIA: As zonas são áreas grandes. As regiões devem possuir qualidades consistentes e bem definidas que as diferenciem das regiões vizinhas. Muitas delas estão divididas em sub-regiões de áreas notáveis, com qualidades bem definidas e únicas.


CASTAS E VINIFICAÇÃO: 
SHIRAZ: Amplamente plantada. As regiões quentes como Hunter Valley e regiões moderadamente quentes como Barossa Valley podem produzir vinhos de Shiraz de muito corpo, intensamente frutados, notas terrosas, especiadas, aromas de couro. Em regiões mais frescas, produz um estilo mais magro e apimentado como Geelong e Heathcote. Em vinhos de corte, é usada para dar suavidade e corpo aos cortes feitos com Cabernet Sauvignon.

CABERNET SAUVIGNON: Mais escuro, taninos mais firmes, acidez mais alta do que o Shiraz. Exibe carácter de fruta preta madura (groselha preta, cereja preta), notas tostadas dada pela madeira. Regiões clássicas: Coonawarra e Margaret River.

MERLOT: Usada em vinhos de corte com a Cabernet sauvignon, proporciona corpo e fruta carnuda do tipo ameixa.

PINOT NOIR: Os melhores são de clima fresco ou moderado. Tende a ter corpo médio com nível médio de álcool, acidez média a alta e típicos sabores de cereja madura e morango. Principais regiões: Yarra Valley, Mornington Peninsula e Tasmânia.

OUTRAS TINTAS: Grenache, Petit Verdot, Mataro (Mourvèdre), Sangiovese e Tempranillo.

CHARDONNAY: Uva branca mais plantada. Estilo básico é um corte de fruta sem madeira, sabores de pêssego. Se usar aduelas, apresenta notas tosdadase e de baunilha. O estilo de elevada qualidade vem de regiões frescas a moderadas, como Adelaide Hills, Mornington Peninsula e Yarra Valley, Margaret River. Esses, apresentam fruta fresca vibrante, sabores provenientes de borras, uso de FML e envelhecimento em madeira de carvalho.

SAUVIGNON BLANC: Adelaide Hills, de clima moderado, éa área de referência para um estilo com sabores de maracujá e acidez alta.

SEMILLON: Região clássica é Hunter Valley onde é vindimada cedo. Os vinhos resultantes têm níveis baixos de álcool e são quase neutros quando engarrafados, quando envelhecem, desenvolvem sabores de mel e torrada (podem envelhecer 20 anos). Em Western Australia é produzido em um estilo muito mais herbáceo. Treadicionalmente, Barossa Valley produzia Semillon num estilo com mais corpo e mais macio, agora, produz cada vez mais versões elaboradas de uvas vindimadas cedo e sem passar por madeira.

RIESLING: Aromas e sabores de frutas cítricas (limão, lima, toranja) e evoluem para notas de torrada, mel e petróleo. Sem madeira, níveis altos de acidez, seco, quase secos e alguns doces. Principais regiões: Eden Valley, Clare Valley, Tasmânia e Frankland River.


REGIÕES VINÍCOLAS:
ZONA DE SOUTH EASTERN AUSTRALIA: Permite misturar uvas ou vinhos provenientes de uma grande parte das regiões. Aproveita-se a possibilidade de utilizar fruta proveniente dos vinhedos férteis e irrigados de Riverland, Murray Darling, Riverina (especializada na produção de vinhos botritizados da Semillon).


SOUTH AUSTRALIA:
BAROSSA VALLEY: Centro de produção de vinhos de qualidade. Clima quente e seco, vinhas velhas. Produção de excelentes Shiraz, Cabernet Sauvignon, Grenache, Semillon (fresco e sem madeira). OBS: Vinhos que são rotulados como Barossa provêm da zona de Barossa e podem ser elaborados a partir de fruta proveniente de Barossa Valley e Eden Valley.

EDEN VALLEY: Clima fresco a moderado que varia conforme a altitude. Os vinhedos mais frescos originam vinhos de Riesling de excepcional qualidade. Produção de Shiraz, Cabernet Sauvignon e Chardonnay.

CLARE VALLEY: Clima moderadamente quente é temperado pelas brisas do mar. Altitude de 300 a 400metros e algumas vinhas até 570metros. Produz Riesling, Shiraz e Cabernet Sauvignon.

ADELAIDE HILLS: Clima moderado. Vinhas a mais de 400metros de altitude. Região especializada em Sauvignon Blanc. Chardonnay e Pinot Noir. Também fabrica espumantes.

MCLAREN VALE: Especializada em vinhos tintos de Shiraz, Cabernet Sauvignon, Merlot e Grenache. Possui vinhas velhas.

COONAWARRA: Solo vermelho (terra rossa) sobre um subsolo calcário. Clima marítimo. Cabernet Sauvignon com característica de aromas de cassis e eucalipto ou mentol. Também produz Shiraz, Merlot e Chardonnay.




VICTORIA: Vinhas mais frescas do continente. Recebe brisas frescas do oceano. No interior, vinhas de altitude.

YARRA VALLEY: Clima marítimo, fresco a moderado. Grande variedade de altitudes e orientações. Especialidade: Pinot Noir. Produz espumantes. Outras uvas: Chardonnay, Shiraz e Cabernet Sauvignon.

MORNINGTON PENINSULA: Especialidades: Pinot Noir e Chardonnay. Clima marítimo moderado. Pequenas vinícolas de boutique.

GEELONG: O Chardonnay é reconhecido pela sua qualidade e tende a ser complexo, concentrado e de muito corpo. Produz Pinot Noir e Shiraz. Faz espumantes.

HEATHCOTE: Clima moderado. Influências vem da altitude e não do mar. Produz Shiraz, Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Castas do Mediterrâneo, Sangiovese e Tempranillo.

GOULBURN VALLEY: Região moderadamente quente. Calor atenuado pelos lagos e riachos associados ao rio Goulburn. Shiraz é a mais plandada, mas a especialidade é a Marsanne.


NEW SOUTH WALES: Mais longa história vitivinícola da Austrália. Vinhedos plantados em altitude capazes de produzir alguns Chardonnay muito concentrados e Cabernet Sauvignon estruturados.

HUNTER VALLEY: Clima quente e úmido. Apresenta tempo instável e chuvoso. Técnica de gestão da canópia para minimizar a podridão. Variedade mais plantada é a Semillon. Produz Chardonnay e Shiraz.


WESTERN AUSTRALIA: 
MARGARET RIVER: Clima marítimo moderadamente quente. Precipitação alta. Cabernet Sauvignon é amplamente plantada e com frequência utilizada em cortes com a Merlot. Produz Chardonnay, Sauvignon Blanc e Semillon. 

GREAT SOUTHERN: Incluí as sub-regiões de Mount Barker e Frankland River, conhecidas pelos sus Cabernet Sauvignon de cor profunda, Shiraz elefantes e apimentados e os Riesling florais.


TASMÂNIA: Clima marítimo fresco. Fornecedora de vinho base para espumantes australianos. Produção de Pinot Noir, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Gris e Cabernet Sauvignon.

domingo, 1 de setembro de 2019

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CAPÍTULO 38 – ÁFRICA DO SUL


CLIMA E VITICULTURA: Deveria ter um clima quente, mas muitas das áreas de vinhas estão sujeitas a influências de arrefecimento que vem do oceano Antártico (corrente fria Benguela) e o vento forte vindo do sudeste (Cape Doctor). A maioria das vinícolas se localizam em regiões montanhosas.


LEGISLAÇÃO SOBRE O VINHO NA ÁFRICA DO SUL: O sistema chama-se Wine of Origin (W.O.) que levam o selo de certificação na garrafa. Atualmente a única Unidade Geográfica é a Western Cape (permite fazer corte utilizando as melhores uvas provenientes de áreas distintas). Western Cape está dividida em regiões (as mais importantes são: Coastal Region, Breede River Valley e Cape South Coast), por sua vez divididas em Distritos e, a seguir, em Wards. O termo Estate Wines se refera a vinhos produzidos em uma única propriedade vitivinícola. O Termo Integrated Production of Wine (IPW, Produção Integrada de Vinho) é de um sistema de agricultura sustentável facultativo.


CASTAS E VINIFICAÇÃO:
CABERNET SAUVIGNON: É a uva tinta mais plantada. Para vinhos monovarietais, mas também em cortes com a MERLOT (quando usada sozinha, produz vinhos com muito corpo e fruta do tipo ameixa) e a CABERNET FRANC. 

SYRAH: É amplamente plantada, nos climas quentes origina tintos ricos e de muito corpo, nível alto de álcool e exibem sabores de fruta preta madura, por vezes caráter terroso ou de carne; em regiões mais frescas origina vinhos apimentados e com menos corpo.

PINOT NOIR: É plantada em regiões mais fresas da costa, a grande maioria dos vinhos de qualidade superior passam por barrica (pelo menos uma parte m novos). 

PINOTAGE: Pinot Noir e Cinsault. Por vezes é usada em cortes com castas internacionais, como parte de um Cape Blend. Em seu estilo varietal produz diferentes estilos de vinho de estilo ligeiro e frutado, com sabores de fruta de baga vermelha; vinhos de vinhas velhas podem ter muito corpo, fruta de baga rica e especiada (se passar por barrica adquire intensos aromas de café ou de chocolate).

CHENIN BLANC: Casta mais plantada. Num estilo básico, produz vinhos fáceis de beber, com sabores simples do tipo fruta de caroço. Em vinhos de vinhas velhas fazem um estilo com sabores mais concentrados e complexos, textura mais rica e a fermentação em barril pode adicionar sabores tostados.

COLOMBARD: segunda casta mais plantada. Uma proporção significativa do total é usada para a produção de brandy.

SAUVIGNON BLANC: Vinhos com frequente carácter herbáceo. Os melhores provêm de regiões mais frescas e exibem aromas e sabores puros de fruta cítrica e fruta verde.

CHARDONNAY: Podem utilizar fermentação em barrica e bâtonnagem.

MOSCATEL DE ALEXANDRIA: Chamada de Hanepoot, faz vinhos de sobremesa e colheita tardia (alguns podem ter influência da podridão nobre).

VIOGNIER: Produz vinhos ricos e perfumados com toque de madeira e notas tostadas.

OUTRAS CASTAS: feitos de Chenin Blanc: Marsanne, Roussanne, Grenache Blanc e Viognier.


REGIÕES E VINHOS:
COASTAL REGION: 
DISTRITO DE STELLENBOSCH: É o centro da produção de vinhos de qualidade. Clima moderado a moderadamente quente. Possui variedade de altitudes. Esse distrito está dividido em uma série de Wards. Reputação em vinhos tintos de qualidade superior, particularmente a Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. Lugares mais frescos produzem Sauvignon Blanc e Chardonnay.
DISTRITO DE PAARL: Está menos exposto às influências de arrefecimento do mar. Possui variedade de altitudes. Castas Cabernet Sauvignon, Syrah, Pinotange, Chenin Blanc e Chardonnay.

WARD CONSTANTIA (DISTRITO DE CAPE PENINSULA): Possui algumas vinhas mais antigas de Cabo e estão localizadas na vertente leste da Montanha da Mesa. Essas vinhas são arrefecidas pelo vento Cape Coctor. Produção de Sauvignon Blanc, Semillon e vinho doce Vin de Constance (uvas Moscatel) de colheita tardia. Nos lugares mais quentes Shiraz e Cabernet Sauvignon.

DISTRITO DE SWARTLAND: Costumava a ser uma fonte de vinhos econômicos. Reconhecido como fonte de vinhos de Chenin Blanc (vinhas velhas) e Syrah de elevada qualidade. Produção de Cape Blends (tintos e brancos).

DISTRITO DE DARLING: Recebe brisas do oceano, produção de Sauvignon Blanc e de vinhos de vinhas velhas.

WARD DURBANVILLE (DISTRITO DE TYGERBERG): Lugares nas encostas arrefecidos pelas brisas do mar. Boa reputação de Sauvignon Blanc.


BREED RIVER VALLEY:
DISTRITO DE WORCESTER: Clima quente e seco e irrigação é essencial. Solos férteis. Maior produtor de Chenin Blanc e da Colombard. Fonte confiável para marcas de grande volume.

DISTRITO DE ROBERTSON: Clima similar a Worcester, embora mais fresco graças aso ventos do sudeste. Solos menos férteis. Fonte confiável para marcas de grande volume. Syrah excelentes e Chardonnay de muido corpo.


CAPE SOUTH COAST: 
DISTRITO DE WALKER BAY: Contém os diversos wards de Hemel-em-Aarde. Lar dos melhores Chardonnay e Pinot Noir da África do Sul. Outras castas: Sauvignon Blanc, Merlot e Syrah.

DISTRITO DE ELGIN: Altitude e arrefecimento do mar. Reconhecida pelos Sauvignon Blanc intensos e frescos, promissoras de Pinot Noir, Chardonnay e Syrah.


DISTRITO DE CAPE AGULHAS: Está o Ward Elim reconhecido pelos Sauvignon Blanc penetrantes e herbáceos, prometedor de Syrah.


quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Queridos confrades!
Esse post faz parte de uma série de postagens com o resumo para a prova de certificação da WSET 3. Espero que você possa ler e relembrar os conceitos. Qualquer dúvida, me coloco à disposição. Grande agraço e bons estudos!

Dúvidas pelo Whatsapp: 61 99902-8680 Ayrton Gissoni

CAPÍTULO 37 – ARGENTINA


CLIMA E VITICULTURA: Separada das influências do Pacífico pela cordilheira dos Andes, as regiões vitivinícolas possuem altitude acima 600metros (Salta, mais de 2mil metros) e utilizam sistema de irrigação (de degelo dos Andes, inundação e mais recentemente rega gota a gota), pois a seca é muito intensa. As geadas de primavera são um problema ocasional, mas o granizo de verão é um perigo regular, particularmente em Mendoza.


CASTAS E VINIFICAÇÃO:
MALBEC: Produz vinhos de cor profunda e muito corpo, com notas de fruta preta e níveis altos de tanino macios. Os vinhos de elevada qualidade costumam ser envelhecidos em madeira nova (agrega sabores especiados). Vinhos de menor altitude tem geralmente mais corpo e fruta preta mais rica. Os vinhedos mais altos produzem vinhos mais elegantes, aromas mais frescos e mais florais. Pode ser adicionada em corte com a Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc ou Petit Verdot.

BORNADA: Segunda uva mais plantada. Produz vinhos de cor profunda com níveis altos de acidez e de taninos. Para vinhos de alto rendimento, são fáceis de beber, cor de intensidade média a profunda, aromas frutados de framboesa e amora. É cultivada principalmente em Mendoza e San Juan.

OUTRAS TINTAS: Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Tempranillo e Pinot Noir. Os vinhos de qualidade superior tendem a exibir sabores de fruta madura concentrada, notas tostadas de madeira de carvalho.

TORRONTÉS: Plantada em Salta, La Rioja, San Juan e Mendoza. Melhores vinhos vêm de vinhas de altitude localizadas na região de Cafayate (Salta). Estes vinhos têm intenso perfume frutado e floral, corpo médio, acidez média e sabores e fruta de caroço e melão.

CHARDONNAY: Os vinhos de qualidade superior tendem a ser envelhecidos em barris de madeira de carvalho.

OUTRAS UVAS BRANCAS: Chenin Blanc, Sauvignon Blanc, Semillon, Viognier, Pedro Gimènez (variedade de baixa qualidade, não é a mesma da Espanha, essa é usada para fazer vinhos baratos para o mercado interno).


REGIÕES E VINHOS:
PROVÍNCIA DE SALTA: Vinhas mais altas do mundo e com até 3mil metros de altitude. A Torrontés é a casta dominante e origina vinhos altamente aromáticos, especialmente na região de Cafayate. Também tem plantação de Malbec e Cabernet Sauvignon.

PROVÍNCIA DE LA RIOJA: Terceira maior área de produção na Argentina. A principal área está no Vale de Famatina. A Torrontés é a especialidade da região. Também tem plantação de Cabernet Sauvignon, Syrah e Bonarda.

PROVÍNCIA DE SAN JUAN: É a segunda área vinícola mais importante da Argentina. Vinhedos de 450 a 1400metros de altitude. Conhecida pela qualidade dos seus Syrah. Outras variedades: Malbec, Cabernet Sauvignon, Bonarda, Chardonnay e Viognier.

PROVÍNCIA DE MENDOZA: Principal província. Vinhedos plantados em condições desérticas. Mendoza pode ser dividida em zonas. 
Zona Norte e Zona Este o foco é em vinho econômico (rio Mendoza ajuda na irrigação). 
A Zona do Centro, no Departamento Luján de Cuyo, boa reputação por produzir excelentes Malbec (altitude 900 a 1100metros) de vinhas velhas que conferem suavidade, redondeza e especiarias doces. O Departamento Maipú fica a leste de Luján de Cuyo (vinhedos em menores altitudes) onde a Syrah e Cabernet desempenham um papel mais importante. A parte baixa de Maipú fornece vinhos econômicos de grande volume, produz também Bonarda, Tempranillo de qualidade de vinhas velhas. 
A Zona Valle de Uco: fonte de uvas de elevada qualidade (entre 1000 a 1450metros de altitude, os mais altos de Mendoza). Todas as castas se dão bem aqui (Chardonnay, Torrontés, Sauvignon Blanc, Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot e Tempranillo). Lugares mais frescos conseguem produzir a Pinot Noir. Inclui o Departamento de Tupungato que está sendo cada vez mais reconhecido pela qualidade dos seus vinhos.
A Zona do Sul: Alberga o departamento de San Rafael. Altitude mais baixa, mas a sua localização mais a sul torna a região mais fresca. Plantações de Chenin Blanc.

REGIÃO DA PATAGONIA: Compreende a Província de Río Negro e a Província de Neuquén (potencial ainda está sendo explorado). Vinhas situadas entre 200 a 250metros (a influência aqui não é criada pela altitude e sim pela latitude). Castas: Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Malbec, Merlot.